terça-feira, 26 de outubro de 2010

Crítica Estética



Segundo o pensamento de Aristóteles, a beleza é propriedade do objeto;ele não precisa está inserido em nenhum contexto de supremacia ou beleza absoluta, basta ter certa harmonia, observando sempre a proporção e medidas. Partindo desta afirmação de Aristóteles,entendemos que na imagem, o vestido Dolce & Gabbana preto e transparente isolado possui beleza,assim como as duas peças vermelhas usadas em outra circunstancia. Porém usadas em conjunto como propõe Anna Dello Russo da Vogue japonesa, também exprime beleza. Beleza a partir de uma harmonia entre as peças e a atitude da modelo que ao usar tal combinação nos passa coragem,grandeza e superioridade.Em um primeiro momento a imagem nos causa estranheza e desconforto, mas se observada do ponto de vista do isolamento dos objetos, percebemos a proposta da combinação.
Se a análise for feita sob a luz do pensamento de Platão, poderíamos entender que a editora está propondo uma ligação do físico com a alma. Aquele sentimento de supremacia do mundo das ideias e a sua comunicação com a Beleza Absoluta. Percebemos uma mulher exibindo suas formas sem ser erótico, um clima etéreo e superior; quase uma alegoria.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Análise de imagem baseada no quadro de referência da estética clássica

(Campanha Hermès para o inverno 2011)
Retirado do blog:http://www.dasmariasblog.pop.com.br

A imagem acima faz parte da campanha publicitária da marca francesa Hermès para o inverno 2011 que tem como protagonista a modelo Constance Jablonski e fotos de Paolo Roversi. Assim como o desfile, a campanha é inspirada nos personagem do seriado dos anos 60,o inglês "The Avengers", no Brasil conhecido como "Os Vingadores". O clima de mistério do anúncio traz a atmosfera etérea tão presente da estética clássica. O contraste aparece no contraponto entre a luz do luar e os tons escuros do azul e preto. A imagem é equilibrada com a mulher na sacada de um lado e a casa do outro. A leveza e movimento são representados pelo lenço sendo levado pelo vento. O metal está presente na sacada e nas janelas. A mulher representa a beleza e a perfeição. Todos estes elementos citados foram levantados com base no quadro de referências da estética clássica construído em sala de aula.


Análise de imagem baseada no quadro de referência da estética clássica

(Grupo num balcão,1810-15 Óleo sobre tela; Metropolitan Museum of Art, Nova York)

Francisco Goya, pintor espanhol que viveu durante os séculos XVII e XIX foi tão importante na pintura quanto na gravura. Seu estilo era o Barroco. Em outro momento da sua trajetória, o pintor torna-se uma cronista do seu tempo, quando retrata as atrocidades da guerra. Apesar da sua obra ter um forte apelo sarcástico e com foco na sátira social, onde ressaltava as imperfeições humanas e da natureza; Goya consegue neste quadro "Grupo num balcão" de 1810, transmitir beleza, proporção, harmonia e equilíbrio. Tais características são encontradas na delicadeza dos traços das mulheres figuradas e em suas roupa pintadas com cores claras, destacando-as na cena. Os tons terrosos e o preto contrastam com o off-white. Percebemos ainda materiais como o metal no balcão e formas orgânicas nos véus.
Mesmo sendo um iluminista e um mestre da reprodução de motivos eróticos, o artista cria um clima de cumplicidade e sutileza entre as mulheres do balcão nos remetendo aos valores espirituais apontado no quadro de características da estética clássica.
As mulheres em primeiro plano parecem iluminadas e os trajes apontam uma condição social favorável. Diferente de vários de seus trabalhos, é agradável aos olhos observar esta obra de Goya.

Quadro de Valores Estéticos Clássicos


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Teoria Platônica da Beleza - Resumo capítulo 3


Ariano Suassuna propõe um estudo da beleza através da compreensão da sua essênciae e das contribuições dos pensadores, além do pensamento ocidental. Suassuna nos lembra da dificuldade desse estudo, já que para os irracionalistas, a beleza não pode ser tratada de forma filosófica.
Para Platão, a beleza e a arte dependem de sua visão geral do mundo. A beleza depende da sua comunicação com Beleza absoluta, a imutável, eterna e pura. Ela está em um plano superior,o das ideias.
O filósofo associa a beleza a outras virtudes como a verdade e o bem, elevando ainda mais sua essência a este mundo superior e quase espiritual.
Em sua teoria, Platão afirma que a alma é atraída pela beleza porque esta é sua pátria e isso justifica a sua afinidade com este mundo das essências puras e divinas.Outro ponto do seu pensamento é que a alma humana sofre uma decadência ao se unir ao corpo material. Por ser eterna, a alma já contemplou o mundo das Essências, a Beleza Absoluta de natureza divina. Não existe compatibilidade entre corpo material e alma. Existem ainda, almas mais preparadas e capazes de recordar as verdades e belezas vividas anteriormente. E assim Platão nos fala que a alma que conheceu a Beleza, não a recria na arte e quem se dedica à verdade, não a descobre pelo conhecimento. O que ocorre é que essa alma recorda-se das virtudes já vividas no mundo das essências.
Platão apoia seus pensamentos no discurso de Sócrates e em sua teoria propõe aos seus discípulos o caminho místico como o único apto a eleva-los ao mundo das Ideias. Platão utiliza o mito da “parelha alada” para explicar que o caminho da alma que quer se elevar é o amor. Seres humanos eram no princípio andróginos e quando separados passaram a buscar sua parelha. Sua outra metade perdida. Assim, apenas indivíduos inferiores ficam satisfeitos com o amor físico.
O próximo passo para o aperfeiçoamento do indivíduo, é aquele em a beleza da alma é entendida como a superior à beleza do corpo. Descobre-se que a beleza corpórea está sujeita à ruina e à decadência e a beleza moral resiste ao tempo.
Quando o amante entende a diferença entre as duas formas de beleza, fortifica o espírito e atinge o estágio final a “disciplina amorosa da contemplação”. Platão acentuava o caráter de conhecimento entre as partes; as almas. Na sua concepção idealista, essa identificação é lógica.
É legitimo dizer que para Platão, a beleza deve causar arrebatamento, prazer e deleite; já que ela parte de um “encontro” em um plano superior e puro. E que a beleza na sua essência é uma recordação e uma aproximação com o divino,o perfeito.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Crítica Estética




Peça: Maiô


As primeiras roupas de banho aparecem nos livros de moda datadas por volta do século XIX.Eram túnicas feitas de material quente como a lã e a sarja. Esses trajes tornavam-se pesados quando molhados. Foi no século XX, em 1920 que uma empresa America produziu a primeira roupa de banho de malha elástica e foi a nadadora Annette Kellerman quem popularizou a nova peça. Até a década de 50 o maiô sofreu poucas mudanças e essas foram mais nos materiais do que nos modelos. A partir desta década o maiô passou a ter um caráter mais modelador, tornando-se até certo ponto desconfortável.
Mesmo com o surgimento do biquíni há 64 anos, o maiô não perdeu o seu lugar no guarda roupas e no desejo feminino. É uma peça atemporal e agrega valores emocionais quando disfarça imperfeições ou até mesmo trazendo um ar de sofisticação.
Com a especialização dos profissionais de moda e com o avanço tecnológico, o maiô deixou de ter apenas o caráter funcional e de ser associado a pessoas de idade mais avançada e mulheres acima do peso. Com design mais arrojados e com foco em detalhes como pedraria, metais couro e recortes mais ousados e modelagem mais elaborada, ele evoluiu para além das roupas de praia. Tornou-se uma peça versátil que pode ser combinada tanto com uma canga, um short ou até com uma calça ou saia, indo da praia a rua, das areias para as festas.Todas essas modificações e adequações de uma peça de vestuário que mexe tanto com a vaidade e a auto-estima feminina, desmontaram como a estética vai sendo alterada e reconstruída a partir de novos parâmetros e novas possibilidades.